A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta quarta-feira (26), mais dois integrantes da quadrilha denominada “Novo Cangaço”, acusada de assaltos a bancos na região e da morte do Cabo Marcos e do Vigilante Leonardo em Santa Margarida, no início do mês.

Após as prisões dos quatro envolvidos, investigações prosseguiram e foram identificados o chefe da organização e mais um membro que teria passado informações sobre os bancos.
Logo ao amanhecer de hoje, além das duas prisões, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em casa de pessoas ligadas à organização criminosa. Foram realizadas buscas na residência e escritório do advogado da quadrilha.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Matipó, que investiga o caso, com apoio da Delegacia de Muriaé/Agência de Inteligência com os delegados Felipe Ornelas (Matipó); Paula; Tayrony; e Diego Candian.

Segundo o Delegado Felipe Ornelas relatórios de inteligência já apontavam um dos presos nesta quarta como chefe do grupo desde 2011. “Agora houve provas concretas para que pudéssemos prender Ademar Pedrosa (foto), conhecido como Ademar Cazel e na quadrilha o chamavam de ‘seu Zé’”, contou o delegado.Os levantamentos mostraram que ele estava em Santa Margarida num carro prata, dando apoio moral ao grupo e coordenando a ação. “Nos celulares obtivemos essas provas que ele coordenou tudo. Após o roubo, foi embora no Gol, logo atrás da Toro, sem levantar suspeitas”.

O outro preso é Marcos Henrique, conhecido como Curupira, ele é apontado como “olheiro”, que dava informações sobre os bancos para a organização criminosa. Participaram também da operação investigadores de Abre Campo, Santa Margarida, Manhuaçu, Espera Feliz, Divino, Tombos, Carangola e Muriaé.

O grupo tem sido denominado Novo Cangaço, pelas características do modo de atuação das quadrilhas que assaltam bancos pelo interior, lembrando os tempos de Lampião, no nordeste brasileiro.

Fonte: Grupo Últimas Notícias de Ubá e região.

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